sábado, 5 de outubro de 2013

Na Sombra da Vingança - J.R. Ward - Opinião


Irmandade da Adaga Negra #VII
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 804
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724621029

"Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Agora, enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova - e o seu perigoso sangue impuro será revelado.
Caldwell, Nova Iorque, é, desde há muito, campo de batalha para vampiros e seus inimigos, a Sociedade dos Minguantes. É também o lugar onde Rehvenge demarcou o seu território como um barão da droga e proprietário de um infame clube noturno que fornece os ricos e bem armados. E é exatamente pela sua reputação sombria que ele é abordado para matar Wrath, o Rei Cego e líder da Irmandade.
Rehvenge sempre manteve distância da Irmandade, apesar de a sua irmã ser casada com um dos membros. Por ele ser um symphath, a sua identidade representa um segredo mortal, cuja revelação pode levá-lo a ser banido para uma colónia de sociopatas. E enquanto as conspirações dentro e fora da Irmandade ameaçam revelar a verdade sobre Rehvenge, ele volta-se para a única luz que ilumina o seu mundo de escuridão cada vez mais profunda - Ehlena, uma vampira que nunca conheceu a corrupção que o controla - a única coisa que existe entre ele e a destruição eterna." 

Opinião:

Rehvenge é proprietário de muitos bares em Caldwell e é também ele que controla as maiores transações de droga naquele espaço, lavagem de dinheiro, entre outros negócios menos claros que servem perfeitamente para manter os luxos com que ele e a família estão habituados. Consciência não tem e por isso não se sente afetado por viver de dinheiro sujo. Além disso, o famoso vampiro de moicano elegante possui segredos mais profundos e perigosos com que se preocupar do que propriamente a consciência pesado. Ser Symphath é pecado suficiente e é até ao momento a sua maior preocupação. Ou pelo menos era, até uma bela enfermeira ter entrado na sua vida.

Ehlena é simples e pura, uma fêmea civil que já viveu no luxo da sociedade da glymera mas que atualmente se desdobra em duas para conseguir pagar as contas e arcar com as despesas que a doença do seu pai acarreta. Ela é também enfermeira e é através da sua profissão que conhece o macho da sua vida. Infelizmente dita o destino que na vida de Ehlena, monotonia é coisa que se encontra definitivamente riscada da lista. 

É impossível não gostar desta série. Quando terminámos um livro pensamos: ok, desta vez ela não pode superar, o próximo livro vai falhar em algum aspecto... MAS não! Não, desenganem-se quem pensa assim. Cada volume que salta cá para fora é mais uma ressaca literária, mais um livro devorado com uma velocidade estonteante. É como se o livro tivesse cola, as mãos ficam agarradas às folhas e só desgrudam quando a última página é voltada.

Gostei muito do romance entre entres dois personagens principais mas gostei também de voltar a ver o desenrolar da 'vida' das personagens adjacentes, como o Wrath e a sua cegueira, o aparecimento de Payne no Outro Lado, o trio John, Qhuin e Blay... Até dos constantes twists relativos à sociedade Minguante agora com Lash no comando das operações.

Ward continua a surpreender os seus leitores ao construir história com narrativas tão completas e tão bem estruturadas como as que nos tem apresentado nesta saga da Irmandade da Adaga Negra.

Adorei, recomendo!

Boas leituras


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Café com livros e uma pitada de: Elizabete Cruz [entrevista]

 
A Elizabete Cruz, jovem autora minhota que conta já com algumas obras publicadas, entre elas 'Espelho Indesejado', 'O homem que amava demais' e o seu mais recente trabalho 'Face Negra' aceitou partilhar umas confidências com o Blog Café com Livros 21... aqui fica a sua entrevista com um cheirinho a café...
 
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Elizabete, o que nos podes dizer sobre ti?

Tenho 21 anos e sou estudante de Radiologia. Moro em Viana do Castelo e no Porto, mas nasci na Suíça. Sou leitora compulsiva e escritora mais ou menos assídua. Gosto de música, de dança e de cinema. Tenho um blog literário, sou administradora num site dedicado à Eurovisão (que é outro dos meus grandes interesses) e faço parte de um grupo português que tem o intuito de informar sobre séries televisivas. Juntando isto à escrita e à faculdade e a tudo o que está inerente a ela, às vezes acredito que sou uma espécie de super - mulher (mas não, não sou).
 
 
Como ou quando reparaste que gostavas de escrever ou que a escrita fazia sentido para ti?
Quando era pequena adorava escrever no meu diário. Não que o meu dia-a-dia tivesse muito que contar, mas eu passava bastante tempo de volta dele. Tive-o até aos dezasseis anos, altura em que achei que já não fazia sentido ter um. Vários acontecimentos na minha adolescência levaram-me a querer escrever por forma a que os outros pudessem ler. Começaram por ser daqueles textos em que parece que o mundo vai acabar (vamos reter a ideia de que era adolescente, sim?) e como as pessoas iam gostando, eu ia escrevendo. Era, ao mesmo tempo, um refúgio e uma maneira de me elevar o ego. A partir daí comecei a escrever algo que seria meio biográfico, mas percebi a tempo que não estava ainda preparada para expor isso. Então comecei a escrever apenas para arrumar as personagens que me enchiam a cabeça e a partir daí cheguei ao ponto em que estou hoje.
Quais os teus géneros literários favoritos?
Durante muito tempo li apenas policiais. Mais recentemente tenho lido fantasia, mas o policial continua a ser o meu género predileto.
Costumas inspirar-te em quê, quando escreves?
A minha maior inspiração são as pessoas. Antes de eu criar uma personagem dou-lhe uma cara. Depois olho para a cara e vejo o que essa pessoa parece ser capaz de fazer. Moldo a história a partir daí. O facto de ver muitas séries e ouvir muita música também ajuda, já que por vezes estou a ouvir a música e a imaginar uma cena ou então estou a ver algo na série e a pensar “isto ficaria bem no livro”. Isto provavelmente retira-me algum mérito, porque sou meio copiona, mas acho que o meu talento está em encaixar estes acontecimentos por forma a fazer com que as coisas tenham sentido.
Algum escritor/a ou autor/a que identifiques como ídolo?
Como apreciadora de policiais, os meus autores favoritos tinham que fazer parte desta categoria. Posso nomear a Agatha Christie, que é uma autora que eu realmente admiro e quase a poderia chamar de ídolo. Para além dela, tenho a Tess Gerritsen e o Stieg Larsson bem no topo da minha lista. Em todo o caso, nenhum dos três é um autor que se adeque ao tipo de livros que eu escrevo e eu sei que nunca seria capaz de escrever livros do género policial como eles.
 
 
 
Tencionas publicar mais algum livro? Tens ou estás envolvida em mais algum projecto de escrita? Podes adiantar alguma coisa?
Sim, não tenciono parar. Admito que só muito recentemente é que me apercebi que tinha fãs que aguardavam que eu publicasse alguma coisa, por isso sei que tenho motivos para continuar. Vou escrever a sequela do “Face Negra”, que deverá sair em 2014, e entretanto estou a escrever uma quadrologia cujo primeiro volume deverá estar pronto até Dezembro. Este primeiro volume terá algumas surpresas que mais tarde revelarei. Estes são dois projectos completamente diferentes, já que a sequela do “Face Negra” vai continuar a história do Marco e da Daniela no ponto em que terminou e irá roçar sobretudo o drama, enquanto a quadrologia se enquadra no género fantástico e é algo que eu nunca experimentei.
 
 
E agora um pequeno desafio. Responde a primeira coisa que te vier à cabeça e não faças batota:
Se fosses um livro, qual serias? Os Filhos da Droga, de Christiane F.
Uma cor? Laranja
Um animal? Cão
Um fruto? Banana
Filme preferido? Saga Harry Potter
Música Preferida? My Immortal, dos Evanescence


Deixa uma mensagem aos teus fãs e futuros leitores.
Antes de mais, quero agradecer por esta entrevista. É um prazer poder responder a estas perguntas e perceber que alguém se interessa pelo trabalho dos jovens autores portugueses. Aos meus fãs, quero agradecer todo o apoio que me têm dado. Sou ainda muito nova, tenho um longo caminho a percorrer e sei que esse caminho seria muito mais difícil se eles não existissem. Aos que já estão comigo, espero que continuemos juntos por muito tempo. Aos que ainda vão chegar, espero realmente que possam apreciar o que eu escrevo.
 
Onde te podemos encontrar? E aos teus livros?
Como não sou nenhuma eremita, podem facilmente encontrar-me no Facebook, através da minha página de autora ou mesmo através do perfil pessoal. Se me tiverem adicionada, não tenham qualquer problema em abrir a janela e dizer “olá”. Também me podem encontrar no meu blog, o “A WonderfulWorld” e no Goodreads. Em relação aos livros, infelizmente o “Espelho Indesejado” já não se encontra à venda (tão nova e já com edições limitadas!). Podem adquirir o “O Homem Que Amava Demais” e o “Face Negra” através do meu blog, sendo que o primeiro livro também pode ser comprado através do site da editora.