terça-feira, 3 de setembro de 2013

Na sombra do dragão - J.R. Ward - Opinião


Irmandade da Adaga Negra #2
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 434
Editor: Casa das Letras
ISBN: 9789724619446


"Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali, existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. Possuído por uma criatura mortífera, Rhage é o mais perigoso membro da Irmandade da Adaga Negra.
Na irmandade, Rhage é o vampiro com o apetite mais forte. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir aos impulsos e o amante mais voraz - pois dentro dele arde uma maldição feroz imposta pela Virgem Escrivã. Refém do seu lado mais obscuro, Rhage receia as vezes em que o seu dragão interior é libertado, tornando-o um autêntico perigo para todos os que o rodeiam.
Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama..."
 
 
Opinião:

Rhage, também conhecido por Hollywood, é o típico rapaz (vampiro) bem disposto e com um humor muito interessante e sarcástico. É também ele puro sexo. A lenda do sexo no mundo dos vampiros. O seu magnetismo e sex-appeal atraem as mulheres como as melgas para a luz. Mas Rhage não é apenas um rosto bonito e um corpo atraente, porque para lá da fachada existe um ser que sofre com a sua maldição devido a um acto de pura impulsividade que o levou a carregar um fardo durante séculos. Fardo que ainda carrega e o único meio de aliviar a tensão sobre a maldição é a promiscuidade sexual. Até aqui tudo bem, ele nunca teve problemas em lidar com isso... até conhecer Mary.

Mary Luce é uma simples humana que para além de ter passado pelo trauma de ter perdido a mãe recentemente, ter lutado contra o cancro e ainda assim faz voluntariado numa linha de ajuda. Mary é uma verdadeira heroína com muitas marcas de guerra, muitas cicatrizes, não só no corpo como na alma. Além disso adora ajudar os outros e é precisamente quando está a tentar ajudar um jovem que a tem 'abordado' na linha anonima que ela se vê mergulhada de cabeça no mundo da Irmandade da Adaga Negra e conhece Rhage.

'Na sombra do dragão' conta a história de Rhage e Mary e aviso já que está série é altamente viciante. Vai ser difícil chegar a um consenso sobre o melhor livro de toda a série.

Gostei de tanta coisa nesta história que nem sei por onde começar. Adorei o sentido de macha alfa super protetor e intenso do Rhage. As cenas românticas, tanto de introdução ao romance como as que se foram desenvolvendo entre as personagens principais foi de tirar o folego. Tanto desespero, tanta ternura, tanta paixão. Tanta fé... Houve ali uma parte a meio do livro que fiquei verdadeiramente sem ar e com o coração apertadinho com tanta intensidade. E o final conseguiu deixar-me a chorar baba e ranho por aqueles dois. 

Uma vez mais a autora conseguiu bombardear a leitura com todos os ingredientes necessários para que o leitor se torne viciado na narrativa e não desista enquanto não souber o que acontece na última página do livro. Além disso, e além das acções do romance principal, Ward começa a introduzir, a pouco e pouco novas personagens que acabamos por perceber que farão parte do elenco dos próximos livros, como é o caso de John Matthew e Bella.
 
Um livro muito intenso, com uma história de amor muito bonita. Recomendo!
 
Boas leituras.
 
 

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Café com livros e uma pitada de: Catarina Seabra [entrevista]

 
 
A Catarina Seabra, autora de 'Um lugar chamado Evalon' aceitou partilhar umas confidências com o Blog Café com Livros 21... aqui fica a sua entrevista com um cheirinho a café...

Catarina, és uma jovem autora e como tal ainda anónima para a grande maioria dos leitores. O que nos podes dizer sobre ti?

 
Bem, desde já muito obrigada pela oportunidade que me foi dada a mim e ao meu livro.
Relativamente a mim não existe muito para contar, sou sonhadora, livre, confusa e simples, bem do jeitinho que eu gosto de ser. Sempre amei a vida e sempre gostei de a explorar, acho que essa é uma das razões pelas quais eu gosto tanto de escrever, a possibilidade de condensar algo tão grande como a vida em algo tão pequeno como as palavras fascina-me.


Como ou quando reparaste que gostavas de escrever ou que a escrita fazia sentido para ti?

A verdade é que eu sempre escrevi, desde que me lembro. Nunca tive diários ou esse tipo de coisas, mas sempre escrevi. Tenho folhas em todos os cantos do quarto, repletas de histórias, de sonhos, de ideias, de coisas que me pertencem e que com medo de perder conservei em folhas rasgadas e em papéis amontoados.  


Quais os teus géneros literários favoritos?

Gosto de ler um pouco de tudo, se o livro for bom eu gosto independentemente do género literário, mas tenho de admitir que tenho um fraquinho grande por romances com um toque de mistério e uma pitada de magia.
 

Costumas inspirar-te em quê, quando escreves?
A verdade é que nem eu própria sei bem em que é que me inspiro. Uma vez, um amante de literatura que me conhece bastante bem deu-me o melhor concelho do Mundo: “Escrever é conseguir sair daquilo que se escreve, pois se escrevermos sempre sobre «nós», temos uma só história a contar, o que é pouco.” Desde então que escrevo com vontade de sair de mim e com a cabeça num lugar bem longe daquele que me pertence e acho que isso é o que mais me inspira, a possibilidade de sem sair da cadeira poder dar a volta ao Mundo.



Algum escritor/a ou autor/a que identifiques como ídolo?

Eu gosto de vários escritores, não existe nenhum que eu idolatre porque eu sou picuinhas e não consigo ver nenhum deles como “O” escritor ou “A” escritora. Mas vou amando e desfrutando de vários amantes da escrita. Por exemplo Jostein Gaarden e a capacidade de condensar vários livros num só, ou Eça de Queiroz e a frieza crua das palavras frescas, ou então Georger. R. Martin e a descrição de acções de uma forma inigualável e por fim, como não podia deixar de ser Paulo Coelho e a sua capacidade de levar o leitor em viagens inigualáveis pelas entranhas de tudo aquilo que em nós existe.


 Porquê a Corpos Editora?

A verdade é que quando me aventurei nesta minha ideia louca de publicar um livro recebi duas propostas de duas editoras diferentes e como tal a decisão fui puramente baseada em factos. Em qual delas me encaixaria melhor e qual delas encaixaria melhor em mim? 


Tencionas publicar mais algum livro? Tens ou estás envolvida em mais algum projecto de escrita? Podes adiantar alguma coisa?
Se dependesse só de mim publicaria mil e um livros, adoro escrever e são palavras que me correm nas veias. Tenho alguns livros sem finais, alguns a meio, outros tantos apenas em esboças simples a carvão e alguns inumerados em rascunhos que escondo em words inacabados. Se irei conseguir finalizar e publicar algum deles não sei, mas a verdade é que parar de escrever nunca pararei, é o que sou, como tal não posso renegar algo que a mim pertence.

E agora um pequeno desafio. Responde a primeira coisa que te vier à cabeça e não faças batota:

Frio. Tenho saudades do frio, do som da chuva a bater na minha janela, das gotas de água a evaporar do meu chá quente e de uma folha branca, que sem se prenunciar implora para ser devorada pelas minhas palavras. 

Se fosses um livro, qual serias? “Um lugar chamado Evalon”, sei que parece cliché, mas ele viveu em mim e ainda vive.  

Uma cor? Verde

Um animal? Cavalo

Um fruto? Manga

Filme preferido? São muitos, juro que tentei, mas é impossível escolher.

Música Preferida? Tenho muitas, muitas mesmo, mas talvez “Whole wide world - Mindy Gledhill”, nunca me canso dela e diz muito daquilo que sou.


Deixa uma mensagem aos teus fãs e futuros leitores:

Fãs? Nunca tive fãs, não tenho e acho que não preciso de ter. Fico pelos leitores, pelos amantes de livros e pelos sonhadores e a todos eles um obrigada e um “se um sonho te faz acelerar o coração é porque vale a pena”. 


Onde te podemos encontrar? E ao teu livro?

Talvez na minha página de facebook dedicada ao livro e no principal local de venda online, onde esta disponível em versão papel e em verão Ebook, deixo aqui os links: